Propagação vegetativa de Sinningia lineata (Hjelmq.) Chautems, rainha-do-abismo

CECÍLIA MACIEL BARROSO, INGRID B.I. DE BARROS, LÚCIA BRANDÃO FRANKE, BRUNISLAU GLOVACK, MÁRIO LUIS FOCHESATO

Abstract


Sinningia lineata (Hjelmq.) Chautems tem grande potencial ornamental. Apesar de sua rusticidade, esta espécie encontra-se ameaçada de extinção em virtude dos impactos ocorridos em seu ambiente. Em se tratando de recursos genéticos, os estudos de propagação vegetativa contribuem para a manutenção da variabilidade genética em bancos de germoplasma – considerados importantes por para viabilizar o uso de espécies na ornamentação e paisagismo. Com o propósito de criar subsídios para tais práticas, o objetivo deste trabalho foi testar métodos de propagação vegetativa de S. lineata. Foram desenvolvidos dois estudos: a propagação por divisão de tubérculos e por estaquia. No primeiro, selecionaram-se 36 tubérculos distribuídos em nove tratamentos com quatro repetições. Os tratamentos constaram de três testemunhas, três com aplicação de calda bordalesa e três com aplicação de calda sulfocálcica. Os três tratamentos para cada aplicação referem-se às secções dos tubérculos em 2, 3 e 4 fragmentos. Avaliaram-se a capacidade de cicatrização dos fragmentos e a produção de novos indivíduos. No experimento de propagação por estaquia, foram utilizadas 51 estacas herbáceas com um par de folhas. Os três tratamentos com 17 repetições foram os seguintes: testemunha, aplicação de 100 e de 200 ppm de ácido indolbutírico (AIB). Foram avaliados seis parâmetros referentes ao desenvolvimento de brotações, tubérculos e raízes. Os resultados do primeiro estudo indicaram não haver diferença em relação à cicatrização dos fragmentos dos tubérculos e à aplicação dos fungicidas. No entanto, nos tratamentos com a divisão em quatro fragmentos, ocorreram perdas por desidratação de, em média, 75, 100 e 50% dos fragmentos referentes ao tratamento testemunha e aos tratamentos com aplicação de calda bordalesa e de calda sulfocálcica respectivamente. Ao final do segundo estudo, todas as estacas mostraram-se viáveis e deram origem a novos indivíduos. Todavia, a utilização de AIB sugeriu um efeito fitotóxico sobre as estacas de S. lineata. Os resultados dos dois estudos indicaram ser a espécie facilmente propagada assexuadamente. Os métodos revelaram-se viáveis em relação aos custos e à simplicidade das técnicas.



DOI: https://doi.org/10.14295/rbho.v14i2.286

ISSN: 2447-536X

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