Caracterização de sementes e embriões de Strelitzia reginae

Autores

DOI:

https://doi.org/10.1590/2447-536X.v28i3.2456

Palavras-chave:

anatomia, análise bioquímica de sementes, planta tropical, semente amilácea

Resumo

Strelitzia ou ave-do-paraíso, é uma importante planta ornamental tropical de difícil propagação devido aos problemas de dormência das sementes e ao reduzido número de mudas obtidas nas divisões das plantas. Com o maior conhecimento de sua estrutura, é possível desenvolver estratégias para melhorar o processo de propagação dessa espécie, uma vez que as informações sobre estes aspectos são limitadas. Assim, o objetivo foi caracterizar sementes e embriões de Strelitzia reginae. A caracterização das sementes foi realizada por meio de análise de imagens em equipamento GroundEye, Raio-X e análises anatômicas e bioquímicas. Adicionalmente, foram obtidas as seguintes características biométricas das sementes: área de 0,33 cm2, diâmetro máximo de 0,736 cm, diâmetro lateral máximo de 0,59 cm, diâmetro mínimo de 0,58 cm e perímetro de 2,47 cm. As sementes de S. reginae podem ser consideradas amiláceas por conterem 15% de amido. Pela análise anatômica do tegumento, observou-se a presença de uma exotesta (ex) e uma camada parenquimática posterior que foi dividida em mesotesta (m) e endotesta (en). A caracterização de sementes e embriões de estrelícia apresentou observações relevantes para a taxonomia e fisiologia desta espécie. As sementes são aleuro-amiláceas e apresentam área média de 0,33 cm2, com diâmetro lateral máximo de 0,59 cm. Como resultado de estudos anatômicos, foi possível identificar o tegumento responsável pela dormência.

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Biografia do Autor

Marisa Taniguchi Sato, Universidade Federal de Lavras

Universidade Federal de Lavras, Instituto de Ciências Biológicas, Departamento de Biologia, Lavras-MG, Brazil.

Patrícia Duarte de Oliveira Paiva, Universidade Federal de Lavras

Universidade Federal de Lavras, Escola de Ciências Agrárias de Lavras, Departamento de Agricultura, Lavras-MG, Brazil.

Diogo Pedrosa Corrêa da Silva, Universidade Federal de Lavras

Universidade Federal de Lavras, Escola de Ciências Agrárias de Lavras, Departamento de Agricultura, Lavras-MG, Brazil.

Renato Paiva, Universidade Federal de Lavras

Universidade Federal de Lavras, Instituto de Ciências Biológicas, Departamento de Biologia, Lavras-MG, Brazil.

Michele Valquíria dos Reis, Universidade Federal de Lavras

Universidade Federal de Lavras, Escola de Ciências Agrárias de Lavras, Departamento de Agricultura, Lavras-MG, Brazil.

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Publicado

2022-06-23

Edição

Seção

Artigos