Caracterização de hastes de flores tropicais da emissão até a colheita.

Vivian Loges, Ana Cecília R. de Castro, Walma N. R. Guimarães, Andreza S. da Costa, Maria do C. F. Teixeira

Abstract


O desenvolvimento e o tempo para colheita de flores tropicais foram avaliados no Laboratório de Floricultura da Universidade Federal Rural de Pernambuco. Para tanto, foram mensuradas, separadamente, plantas das espécies Tapeinochilos ananassae, Zingiber spectabilis, Heliconia rostrata, H. rauliniana, Renanthera coccinea e variedades de Anthurium andraeanum, Alpinia purpurata e Etlingera elatior quanto ao comprimento e diâmetro das hastes e inflorescências desde o momento da emissão da inflorescência, em intervalos de 7 a 8 dias após a marcação (DAM) até o ponto de corte. Este experimento foi conduzido no município de Paulista (PE). As análises de variância foram efetuadas utilizando o Programa SAS. As médias dos tratamentos foram comparadas pelo teste de Tukey a 5% de probabilidade. As hastes florais de A. purpurata variedades Vermelha, Jungle King e Jungle Queen atingiram o ponto de colheita aos 29, 37 e 43 DAM, respectivamente. As cultivares de A. andraeanum atingiram o ponto de corte entre 20 e 29 DAM. H. rauliniana e H. rostrata não apresentaram diferença para comprimento da inflorescência e da haste entre 9 e 15 DAM, atingindo, ambas espécies, o ponto de corte aos 15 DAM. As variedades de E. elatior atingiram o ponto de corte entre 36 e 42 DAM. Houve aumento do comprimento e diâmetro das inflorescências com o decorrer do tempo, porém o comprimento e diâmetro das hastes não diferiram no intervalo de 21 a 42 DAM. O Z. spectabilis atingiu o ponto de colheita entre os 29 e 37 DAM, porém como as inflorescências podem ser colhidas com tamanho maior, o ponto de corte ultrapassa os 42 DAM. As hastes florais de T. ananasseae a partir de 29 DAM atingiram o ponto de colheita e as hastes florais de R. coccinea aos 42 DAM. Os resultados indicaram que a data da colheita e a qualidade das inflorescências podem ser estimadas antecipadamente, a partir da emissão das inflorescências.



DOI: https://doi.org/10.14295/rbho.v14i1.236

ISSN: 2447-536X

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