Avaliação do índice relativo de clorofila na cultura da gérbera (Gerbera jamesonii, var. salmon) cultivada em vaso submetido a diferentes níveis de condutividade elétrica por fertirrigação

Luiz Vitor Crepaldi Sanches, Poliana Rocha D’almeida Mota, Roberto Lyra Villas Bôas

Abstract


Descoberta pelo escocês Robert Jameson em Transvaal na África do Sul no ano de 1880, rapidamente tornou-se uma cultura comercial, estando atualmente em destaque a América do sul como maior região produtora de Gérbera de corte e em vaso. O presente trabalho teve como objetivo, quantificar o Índice Relativo de Clorofila (IRC) na cultura da gérbera cultivar Salmon de acordo com os níveis de Condutividade Elétrica (CE). As leituras do IRC foram realizadas, tanto na região do ápice, como na base da folha, através do aparelho clorofilômetro SPAD-502 (Minolta Co, Japão), tomando dois pontos por região, um de cada lado da folha, evitando nervuras. O aparelho avalia a intensidade do verde da folha, medindo-se as ondas de luz absorvidas e não absorvidas pela molécula de clorofila. Com estes dois valores, o aparelho calcula o índice SPAD que, normalmente, é altamente correlacionado com o teor de clorofila da folha. O experimento foi conduzido em uma casa de vegetação no DRN/Ciência do Solo na Fazenda Experimental Lageado, pertencente à UNESP – FCA – Campus Botucatu/SP. O delineamento experimental utilizado foi em blocos casualizados formado por cinco tratamentos, quatro repetições, e 4 parcelas por repetição, totalizando 80 parcelas. Os níveis de CE determinados na solução aplicada foram: 0,5; 2,0; 3,5; 5,0 e 6,5 dS m-1. As soluções nutritivas foram aplicadas via fertirrigação, sendo monitorada a concentração de sais no substrato através de extratores de solução. Foram realizadas 3 leituras durante o ciclo de produção da cultura, sendo na fase de formação, outra no inicio da floração e por fim no pleno florescimento, sendo respectivamente aos 28, 42 e 55 dias após o enraizamento. Observou-se que os valores de IRC variaram em função das épocas e níveis de CE, sendo que o maior valor para a primeira amostragem foi de 54 para o nível de 5,0 dS m-1. Na segunda, no entanto, o valor foi de 59,3 para 6,5 dS m-1, e para o terceiro de 60,8 para o mesmo nível de CE. Entretanto, os valores máximos da segunda e terceira amostragem, obtidos a 6,5 dS m-1, não ultrapassam 5% dos valores obtidos à 5,0 dS m-1, assim pode-se considerar que não houve diferença entre os níveis de CE de 5,0 e 6,5 dS m-1. Podendo-se sugerir que a CE de 5,0 dS m-1 foi mais adequada a cultura.

Keywords


Salinidade; Cultivo; Adubação; Clorofilômetro; Condutivímetro; Flores.



DOI: https://doi.org/10.14295/oh.v13i0.1865

ISSN: 2447-536X

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