Propagação vegetativa de Sansevieria trifasciata Herb

Taís Tostes Graziano, Monalisa Benevides Queiroz Pellegrini, Ana Paula Marconi

Abstract


A indústria da floricultura tem como característica básica a permanente busca por novidades. Um grupo de plantas bastante promissor para o mercado, e até agora com produção pouco expressiva comparada ao seu potencial de uso, é o das espécies de Sansevieria (Liliaceae), popularmente conhecidas por espada e lança-de-São Jorge. Muitas delas e suas cultivares são por excelência de caráter ornamental, cultivadas comercialmente como folhagens (HENLEY et al., s/d). São plantas extremamente rústicas, adaptando-se muito bem ao sol ou à sombra, ao calor e ao frio, sensíveis apenas ao encharcamento do solo e ao frio excessivo (BLOSSFELD, 1963).
Embora muitas espécies possam ser propagadas por sementes, essa técnica é pouco utilizada devido a grande quantidade necessária para atender a produção comercial (HENLEY et al., s/d).   O método de propagação adotado depende da variedade e da morfologia de cada planta.  O mais empregado comercialmente é a propagação vegetativa, por divisão de touceiras e por estaquia, tanto de rizomas como de folhas (HERWIG, 1976).  A divisão de touceiras consiste na separação das novas brotações que surgem do rizoma subterrâneo. As plantas obtidas dessa forma atingem a máxima produção entre um ano e meio a dois anos depois do plantio, dependendo dos tratos culturais dispensados (HENLEY et al., s/d). Devem ser retiradas com um número de folhas suficiente para que possam alcançar o máximo desenvolvimento em menor tempo (MEJIAS & RUANO, 1990). Algumas espécies produzem brotações bem próximas da planta original, apresentando um crescimento mais adensado, enquanto outras mais distanciado, ocupando áreas maiores.

As estacas podem ser de rizomas e folhas. Na estaquia por rizomas são utilizados segmentos contendo pelo menos uma gema lateral, com tamanho variável dependendo da espécie ou cultivar, uma vez que há grande variação no seu comprimento e diâmetro em função do seu hábito de crescimento. Estacas de folhas podem ser feitas de folhas inteiras ou segmentadas, com cerca de 10 a 15 cm de comprimento. Sob condições favoráveis, dentro de 20 dias, desenvolvem-se pequenas raízes fibrosas e novas plantas surgirão de 70 a 90 dias.  Cada estaca foliar pode originar de uma a oito plantas (MEDINA, 1959). O tamanho das estacas é determinado pelo hábito de crescimento da planta. Para as cultivares anãs, como Sansevieria trifasciata `Hahnii´, são utilizadas folhas inteiras de 7,5 a 10 cm de comprimento, enquanto as plantas de folhas maiores são cortadas em secções de 10 a 20cm. Quanto menores as porções, maior o tempo necessário na propagação (HENLEY et al., s/d). 

Assim, visando dar sustentação à sua produção comercial, o trabalho teve como objetivo estudar métodos de propagação vegetativa de Sansevieria trifasciata como forma de obter técnicas mais eficientes e rápidas e que produzam mudas com melhor qualidade. Como objetivos específicos procurou-se avaliar o efeito da idade das folhas e da posição de retirada das estacas na brotação e no desenvolvimento de mudas; o desenvolvimento de mudas (enraizamento e brotação) a partir de estacas de rizoma, plantadas em duas posições: enterradas horizontalmente e inclinadas, e o desenvolvimento de mudas a partir do plantio de brotos laterais, partindo de brotos de tamanhos e idades diferentes. 


Keywords


Sansevieria trifasciata, Liliaceae, estaquia, brotação.



DOI: https://doi.org/10.14295/oh.v13i0.1831

ISSN: 2447-536X

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