Propagação vegetativa de Ruscus hypoglossus L. através de divisão de rizoma

Mônica Spier, César Góis Prestes, Sergio Francisco Schwarz, Paulo Vitor Dutra de Souza

Abstract


Ruscus hypoglossum L. pertence à família Ruscaceae (IPNI, 2007). Trata-se de um subarbusto compacto, perene, com até 50 cm de altura, levemente pendente e pouco lenhoso. Apresenta cladódios com 7 a 10 cm de comprimento e 2,5 a 4 cm de largura. As flores são pequenas, amarelas e situadas na axila de uma bráctea na parte superior central do cladódio (Graf, 1963). As hastes vêm sendo utilizadas amplamente como folhagem de corte, comercializadas em molhos e classificadas conforme comprimento em curtas, médias e compridas. O volume médio comercializado no Rio Grande do Sul situa-se por volta de 300 molhos por semana. As plantas de Ruscus são dióicas e diferem quanto ao hábito de crescimento, de modo que as plantas masculinas apresentam um maior número de brotações (Halada & Erdelska, 2005), sendo, portanto, preferidas para o cultivo. A propagação do Ruscus pode ser feita por sementes, quando se possui plantas femininas disponíveis (Stamps, 2001), mas o desenvolvimento das plantas, nesse caso, é lento, podendo levar de cinco a seis anos para atingir um porte que permita a colheita de hastes para comercialização (Bajaj, 1992). Tradicionalmente tem-se utilizado a propagação vegetativa por divisão de rizoma (Bajaj, 1992; Hartmann & Kester, 1997; Stamps, 2001). Dentre as desvantagens desse método de propagação destaca-se a pequena quantidade de mudas obtidas no processo. Uma planta com dez a doze anos pode dar origem à não mais que três a quatro plantas (Bajaj, 1992). O presente experimento foi realizado com o objetivo de avaliar o número e a qualidade de brotações emitidas por segmentos de rizoma de R. hypoglossum cultivados em diferentes substratos.


Keywords


Ruscus hypoglossum, propagação vegetativa.



DOI: https://doi.org/10.14295/oh.v13i0.1830

ISSN: 2447-536X

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