Propagação por estaquia das plantas ornamentais lantana e tapete-inglês em diferentes substratos.

Claudia Petry, Alexandre A Nienow, Fernanda N Wegher, Cristiane Albrecht, Reginaldo Schillo, Eunice Oliveira Calvete

Abstract


O arbusto cambará (Lantana camara L.) é uma espécie nativa do Brasil, com amplo uso em paisagismo, devido a floração prolongada que atrai avifauna local. A Polygonum capitatum Buch.-Ham,o exótico tapete-inglês, tem alto valor ornamental como forração, mas com uso restrito pela falta de oferta de mudas. Ambas apresentam alta rusticidade e fácil adaptação em diferentes ambientes e tipos de substratos, possibilitando seus cultivos tanto em vasos como em jardins (Lorenzi & Sousa, 2001). Podem ser utilizadas como cobertura de solo, evitando a erosão, sobretudo em áreas declivosas e degradadas.
A Lantana camara é um arbusto perene, ramificado, de textura semi-herbácea, florífero, piloso, originário das Antilhas até o Brasil, de 0,50 m a 2,0 m de altura, de ramos eretos ou reclinados, às vezes com espinhos, possuindo folhas hirsutas (Lorenzi & Souza, 2001). A espécie Polygonum capitatum é uma herbácea perene, reptante, originária do Himaláia e Índia, de 15-20 cm de altura, com ramagem fina e cor castanha, com folhas providas de desenhos angulares marrom-arroxeados. Apresenta inflorescências curtas, globosas e densas, com numerosas flores pequenas rosas, formadas durante quase o ano todo e costuma aparecer espontaneamente em fendas de muros, paredes e pisos, por semeadura espontânea. Sendo uma espécie rústica e que aprecia baixas temperaturas, ela adapta-se perfeitamente ao clima e solos da região do Planalto Médio gaúcho. Segundo Lorenzi & Souza (2001), multiplica-se facilmente pelos ramos já enraizados em contato com o solo e por divisão da planta, podendo ser efetuada em qualquer época do ano. Embora essas possibilidades de propagação, ainda não se encontram fornecedores de mudas e um protocolo de produção definido para a espécie.
Segundo Grolli (2000), o método por estaquia é um dos processos mais utilizados, em razão do grande aproveitamento do material vegetativo proporcionado pela planta matriz. As estacas podem ser retiradas das mais variadas partes das plantas, como ramos, caules, folhas e raízes. Estacas de caules podem ser tomadas de diferentes porções da planta e classificadas quanto à consistência e à localização na planta, como no caso da lantana, subdividindo-se em estacas apicais e medianas. As herbáceas são retiradas das pontas dos ramos em crescimento, normalmente com folhas. Baseado neste princípio, a espécie tapete-inglês pode fornecer estacas a partir da segmentação de ramos em seções menores, que contenham ao menos uma gema.
Portanto, para uma melhor utilização destas plantas, busca-se através da propagação vegetativa por estacas, a obtenção rápida de mudas de alta qualidade, com bom sistema radicial formado, promovendo a adaptação das mudas quando usadas na seqüência em paisagismo. Isto é facilitado ao utilizar-se como condicionador o mesmo solo mineral do local de implantação da muda a campo. Portanto, buscou-se avaliar o processo de estaquia destas duas espécies, submetidas a três substratos, em estufa com nebulização.


Keywords


Lantana camara L.; Polygonum capitatum Buch.-Ham.; propagação vegetativa; estacas.



DOI: https://doi.org/10.14295/oh.v13i0.1823

ISSN: 2447-536X

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