Germinação in vitro de moringa (Moringa oleifera L.)

Caroline Araújo Machado, Karla Cristina Santos Freire, Lucas Fonseca Menezes Oliveira, Ana da Silva Lédo, Maria Salete Alves Rangel, Sarah Brandão Santa Cruz Barboza

Abstract


A moringa (Moringa oleifera L.) é uma árvore da família Moringaceae, e destaca-se pelo uso intensivo das propriedades químicas de suas sementes, sendo um dos mais promissores coaguladores naturais. O cultivo in vitro é um procedimento significante na propagação de diferentes espécies. O objetivo do presente trabalho foi obter o protocolo para o estabelecimento inicial de plântulas assépticas de moringa a partir da germinação in vitro. Sementes coletadas de vagens maduras de plantas adultas foram lavadas em água corrente com remoção do tegumento e, em câmara de fluxo laminar, submetidas à imersão em álcool 70% (v/v) por 30 segundos e, em seguida, em diferentes concentrações de hipoclorito de sódio (NaOCl): T1=1-1,25% (v/v) e T2= 2-2,50% (v/v) por 10 minutos. As sementes foram inoculadas em diferentes meios de cultura (T1 = MS, T2 = ½ MS e T3 = água e ágar 0,6%). O delineamento foi inteiramente casualizado em esquema fatorial de 3 x 2 (três meios de cultura x duas concentrações de NaOCl) com quatro repetições. Cada parcela foi constituída de três frascos contendo duas sementes. Foi avaliada aos 10 dias a porcentagem de germinação e aos 30 dias a porcentagem de contaminação. O início da germinação com a emissão da radícula foi observado aos sete dias após a inoculação. Não houve efeito significativo da interação entre os fatores e da concentração de NaOCl na porcentagem de germinação. Entretanto, nos meios de cultura T2 e T3 observou-se maior porcentagem de germinação das sementes (54,17%) quando comparados com T1 (16,67%). Não houve efeito significativo dos fatores na porcentagem de contaminação que foi apenas de 1,4%. Observou-se nas primeiras 24 horas após a inoculação das sementes o início da coagulação do meio de cultura. Os cotilédones das sementes de moringa contêm polissacarídeos com forte poder aglutinante e propriedades de coagulação. A remoção do tegumento das sementes proporcionou o contato desses polissacarídeos com substâncias presentes no meio de cultura que pode ter interferido na germinação das sementes e no desenvolvimento das plântulas. Observaram-se 94,44% de coagulação de meios de cultura inoculados com sementes submetidas a 2,5% de NaOCl e 43% de coagulação em meios com sementes tratadas com 1,25% de NaOCl. Não houve diferenças significativas entre os meios de cultura, sendo observados 70,83%; 65,00% e 70,83% de coagulação dos meios T1, T2 e T3, respectivamente. Estudos comparativos sobre a germinação in vitro de sementes com e sem tegumento deverão ser conduzidos para o estabelecimento de um protocolo de obtenção de plântulas assépticas.


Keywords


Moringa oleifera L.; Moringaceae; cultivo in vitro; sementes.



DOI: https://doi.org/10.14295/oh.v13i0.1800

ISSN: 2447-536X

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