Avaliação da sazonalidade do mercado de flores e plantas ornamentais no Estado de São Paulo.

Roberta Wanderley da Costa Marques, José Vicente Caixeta Filho

Abstract


O presente trabalho teve como objetivo precípuo a avaliação do comportamento sazonal dos volumes e preços praticados na floricultura paulista. Para tanto, houve necessidade de seleção dos produtos eentrepostos a serem trabalhados. Os produtos escolhidos foram: rosa, crisântemo e violeta. Dados referentes à década dos noventas foram levantados em entrepostos de comercialização selecionados no Estado de São Paulo, a saber: Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (CEAGESP-SP), Veiling Holambra (cooperativa que comercializa produto de produtores via leilão eletrônico) e a Central de Abastecimento S.A de Campinas (CEASA-Campinas). Além desse objetivo, realizou-se a identificação dos períodos sazonais existentes, a identificação das características do comportamento sazonal de volumes e preços e a comparação das características de mercado das principais flores e plantas ornamentais comercializadas nos entrepostos selecionados paulistas. Os resultados do trabalho apontaram períodos diferentes para o volume de rosa, crisântemo e violeta. Por outro lado, para cada tipo de flor, observaram-se maiores semelhanças para o período de preços adotados nesses entrepostos. Por exemplo, o período 12 foi encontrado para os preços praticados para rosas nos três entrepostos, isto é, existem picos de preços de 12 em 12 meses em cada um deles. Observaram-se, também, grandes ligações entre as datas festivas e os períodos encontrados, tanto para volumes quanto para preços. Portanto, tal como para a maior parte dos produtos agrícolas, informações a respeito do período sazonal também são de extrema importância ao sistema de comercialização de flores e plantas ornamentais. Tanto produtores como consumidores odem-se beneficiar a partir do conhecimento do comportamento mais sistemático que seus produtos de interesse revelam. Conhecendo os picos sazonais de comercialização, o produtor pode organizar sua produção de tal forma que novas oportunidades de negócio sejam configuradas a partir de uma melhor e maior distribuição de picos ao longo do ano. Com um número maior de picos de comercialização durante o ano, a receita anual, além de incrementada, será mais bem istribuída ao longo do período.



DOI: https://doi.org/10.14295/rbho.v9i2.178

ISSN: 2447-536X

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