Morfologia dos diásporos e da plântula de Caryota urens L.

Ricardo Soares Pimenta, Kathia Fernandes Lopes Pivetta, Rinaldo César de Paula, Fabíola Vitti Moro, Peterson Baptista da Luz

Abstract


Caryota urens (Lam.) Mart., embora muito utilizada, há poucas informações sobre produção de mudas; desta forma, este trabalho teve como objetivo descrever a morfologia do diásporo (semente com o endocarpo aderido) e da plântula. Frutos de Caryota urens (Lam.) Mart. foram coletados de matrizes localizadas no município de Jaboticabal-SP, no  dia 01 de agosto de 2003. O trabalho foi conduzido no Laboratório de Análise de Sementes Hortícolas do Departamento de Produção Vegetal e no Laboratório de Morfologia do Departamento de Biologia Aplicada à Agropecuária, da Faculdade de Ciências Agrárias e Veterinárias, FCAV/UNESP, Campus de Jaboticabal.  Após a colheita, o epicarpo e o mesocarpo dos frutos foram removidos por meio de atrito manual contra a peneira sob água corrente. Os diásporos foram enxaguados em água corrente e secos à sombra por 24 horas. Efetuou-se a semeadura de 100 diásporos em bandejas de plástico transparente (50 x 25 x 0,6 cm), contendo uma camada de 5 cm do substrato vermiculita média umedecida. O sistema foi mantido em condições não controladas de laboratório. Nas regas, utilizou-se água destilada com nistatina a 0,2% para minimizar a contaminação por fungos e foram realizadas sempre que se observou a necessidade de reposição de água no substrato.  As faces externa e interna dos diásporos, bem como o embrião, foram esquematizados com auxílio de câmara clara acoplada ao estereomicroscópio. Foram retiradas amostras representativas de cada fase do processo germinativo. Estas foram fixadas em FAA (formalina – ácido acético – álcool etílico) para posterior análise. As amostras foram documentadas por meio de esquemas, com auxilio de câmara clara acoplada ao estereomicroscópio, para a documentação e descrição dos eventos morfológicos externos. O início da germinação dos diásporos de Caryota urens L. ocorreu entre 9 e 60 dias, com a abertura de um opérculo circular no diásporo, por onde é emitida uma estrutura bulbosa e oca, denominada pecíolo cotiledonar. Essa estrutura é um alongamento do cotilédone único, que internamente passa a funcionar como órgão de absorção de reservas, denominado haustório. Com o crescimento do pecíolo cotiledonar, o material de reserva (endosperma) vai sendo consumido gradativamente. O pecíolo cotiledonar cresce aproximadamente até 5 cm, quando então se inicia uma dilatação em sua extremidade. Na extremidade dessa região dilatada, inicia-se o crescimento da raiz primária e a abertura de uma fenda longitudinal, por onde emerge a parte aérea, a plúmula. A plúmula é composta pela primeira folha juvenil completa (eófilo) revestida por uma bainha. Nesta fase observa-se o aparecimento de raízes secundárias. A primeira folha de Caryota urens L. é pinada, com 2 pinas de forma triangular assemelhando-se à cauda de peixe. A nervação é paralela, com nervuras largas, dispostas longitudinalmente.

Keywords


Phoenix roebelenii, palmeira, germinação.



DOI: https://doi.org/10.14295/oh.v13i0.1764

ISSN: 2447-536X

 Creative Commons License

This work is licensed under a Creative Commons Attribution 4.0 International License.

SBFPO - Sociedade Brasileira de Floricultura e Plantas Ornamentais | Cadastre-se na revista | Página Oficial SEER | Ajuda do sistema