Influência da sacarose no crescimento de calos e nos teores de fenóis e taninos totais em Stryphnodendron adstringens (Mart. ) Coville – Fabaceae.∗

Miller Marani Lima, Ana Hortência Fonseca Castro, Mirelle Oliveira Sóter, Renato Paiva, Amauri Alves de Alvarenga, Patrícia Matile Nicioli

Abstract


O barbatimão é uma espécie típica do Cerrado brasileiro, com grande distribuição e importância econômica para o Estado de Minas Gerais, sendo empregado popularmente devido às suas propriedades adstringente e cicatrizante, no combate de amidalite, faringite, hemorróidas, leucorréias, erupções cutâneas, diarréias e como agentes antiinflamatórios (Palazzo-de-Mello et al. 1996, Lima et al., 1998). Estas propriedades terapêuticas estão associadas ao tanino, metabólito secundário de natureza fenólica, presente em altas concentrações na casca desta espécie. 
Segundo Almeida et al. (1998), a produção nacional de casca de barbatimão vem decrescendo desde 1988, principalmente no sul de Minas Gerais, devido à exploração indiscriminada pelas indústrias de curtimento do couro. Para preservar a exploração irracional desta espécie devem-se melhorar as técnicas de propagação, encorajar seu cultivo e criar vias alternativas para a produção de tanino, em larga escala, a partir de fontes naturais. 
As técnicas de cultura in vitro são de grande importância ecológica, pois permitem o desenvolvimento de pesquisas que estabeleçam formas alternativas para a produção de mudas, conservação e melhoramento do material genético, possibilitando a recuperação de plantas em extinção, além de contribuírem para o aumento na produção dos princípios ativos vegetais. Segundo Torres e Caldas (1990), a utilização da cultura de calos pode resolver alguns problemas relacionados à utilização de plantas para extração de metabólitos secundários vegetais bioativos. 
O presente trabalho teve como objetivo principal avaliar a influência da sacarose no crescimento de calos e nos teores de fenóis e taninos totais em barbatimão.

Keywords


Stryphnodendron adstringens; Barbatimão; Taninos; Calos; Sacarose.



DOI: https://doi.org/10.14295/oh.v13i0.1741

ISSN: 2447-536X

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