Caracterização física e germinação de sementes de grama das espécies Bermudas (Cynodum dactylum (L.) Pers.), Esmeralda (Zoysia japonica Steud.), São Carlos (Axoponus compressus Beauv.) e Japonesa (Zoysia tenuifolia Trin.).

Otoniel Magalhães Morais, Alcebíades Rebouças São José, Bruno Vinícius Castro Guimarães, Tânia Gonçalves Barbosa, Leilanne Silva Lopes

Abstract


O Brasil iniciou o cultivo de grama por volta de 1974, apesar, de ainda não figurar entre os principais produtores mundiais, tem mostrado que este é um setor em pleno crescimento. A manutenção adequada de um gramado proporciona um ambiente confortável e seguro para diversão e prática de esportes, além de contribuir para a melhoria da qualidade do ar, reduzindo a tendência de aquecimento global e captar em até seis vezes mais a quantidade de água da chuva que outras culturas (Villas Boas & Godoy, 2007).
O conhecimento das condições ideais para a germinação da semente de uma determinada espécie é de fundamental importância, principalmente, pelas respostas diferenciadas que ela pode apresentar em função de diversos fatores, como viabilidade, dormência, condições de ambiente, envolvendo água, luz, temperatura, oxigênio e ausência de agentes patogênicos, associados ao tipo de substrato para sua germinação (Brasil, 1992; Bewley & Black, 1994; Carvalho & Nakagawa, 2000). As sementes apresentam capacidade germinativa em limites bem definidos de temperatura, característicos para cada espécie (Bewley & Black, 1994). Portanto, é de interesse ecofisiológico a determinação das temperaturas mínima, ótima e máxima. A temperatura ótima propicia uma porcentagem de germinação máxima em menor espaço de tempo (Mayer & Poljakoff-Mayber, 1989). As temperaturas máximas aumentam a velocidade de germinação, mas somente as sementes mais vigorosas conseguem germinar, determinando assim uma redução na porcentagem de germinação. Temperaturas mínimas reduzem a velocidade de germinação e alteram a uniformidade de emergência, talvez devido ao aumento do tempo de exposição das sementes ao ataque de patógenos (Carvalho & Nakagawa, 2000).
A temperatura afeta tanto a capacidade de germinação das sementes quanto o total de sementes germinadas. As sementes germinam dentro de uma faixa determinada de temperatura, que é típica para cada espécie. Existem, portanto limites mínimos e máximos, assim como uma faixa térmica ótima, dentro da qual se obtém a maior porcentagem de germinação (Bewley & Black, 1994). Acima e abaixo desta faixa o processo germinativo é mais lento e a porcentagem pode ser menor. A temperatura ótima e a extensão de sua faixa determinam a distribuição geográfica da espécie (Labouriau, 1970). O efeito da temperatura pode ser avaliado a partir de mudanças ocasionadas na porcentagem e na velocidade de germinação, afetando, segundo Carvalho & Nakagawa (1988), as reações bioquímicas que determinam o processo germinativo. Para a maioria das espécies a temperatura ótima de germinação, na qual a maior germinabilidade é alcançada em menor tempo (Mayer & Poljakoff – Mayber, 1989), encontra-se entre 15 e 30ºC.
Sementes de alto potencial fisiológico são essenciais para que ocorra germinação rápida e uniforme (Marcos Filho, 1999), devido à sua influência no desempenho inicial das plantas. Esse efeito pode ser reduzido com a evolução do crescimento, afetando ou não a produção, dependendo do órgão da planta explorado comercialmente e do estádio em que é efetuada a colheita (Carvalho & Nakagawa, 2000). Sementes consideradas vigorosas são mais efetivas na mobilização e utilização de suas reservas energéticas (Vieira & Carvalho, 1994), como conseqüência, há maior capacidade metabólica, resultando em maior massa inicial (Dan et al, 1987).
A avaliação da qualidade fisiológica da semente para fins de semeadura em campo e de comercialização de lotes tem sido fundamentalmente baseada no teste de germinação. Pelas condições essencialmente favoráveis de sua condução, o teste de germinação não detecta diferenças mais sutis em termos de deterioração, além de não avaliar o potencial de armazenamento e o desempenho das sementes em condições gerais de campo. Assim sendo, não apresenta sensibilidade suficiente para avaliar o estado fisiológico das sementes (Islam et al, 1973). Contudo, fornecem dados que podem ser utilizados, juntamente com outras informações, para a comparação entre lotes de sementes (Marcos Filho et al, 1987).
O objetivo deste trabalho foi determinar as características físicas e germinativas de quatro espécies de grama.


Keywords


Germinação, Vigor, Teor de umidade



DOI: https://doi.org/10.14295/oh.v13i0.1722

ISSN: 2447-536X

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