Período de germinação de pólen de pessegueiro, ameixeira, nespereira e citros

Gilberto Eustáquio Ribeiro Junior, Leila Aparecida Salles Pio, Ludimilla de Lima Cavallari, Oscar Hafle, José Darlan Ramos, Moacir Pasqual

Abstract


O grão de pólen é uma estrutura microscópica de coloração amarelada que apresenta número haplóide de cromossomos e dará origem ao gameta masculino. É formado por duas membranas: a externa, chamada exina, que confere rigidez ao grão de pólen e apresenta poros germinativos, e a interna, chamada intina, na qual ocorre o processo de emissão, alongamento, desenvolvimento e formação do tubo polínico (Vidal & Vidal, 1995).
O processo de emissão do tubo polínico é geralmente rápido (Kwack & Brewbaker, 1963), iniciando-se através do estímulo de componentes químicos, como água destilada, ácido bórico, ácido nítrico, nitrato de cálcio, sulfato de magnésio, sacarose e nitrato de potássio (Kwack & Brewbaker, 1963; Pfahler, 1967). Segundo Carvalho (1983), todo o período de formação do tubo polínico é controlado por substâncias naturais de crescimento, as quais incluem tanto promotores quanto inibidores, sugerindo que os promotores de crescimento dirigem o tubo polínico por quimiotropismo, não necessitando de luz para ocorrer o processo. Nos testes envolvendo a emissão do tubo polínico, sugere-se que os meios utilizados podem ser líquidos ou sólidos.
Através da formação do tubo polínico in vitro, pode-se verificar sua fertilidade, o que auxiliará em programas de melhoramento de plantas frutíferas (Silva, 1996). Parton et al. (2002), estudando várias espécies de bromeliáceas, verificaram que a germinação máxima foi alcançada dentro de 6 a 12 h dependendo da espécie. Leech et al. (2002), em experimentos com morango, constataram que as porcentagens de germinação mais altas vêm sempre depois de 6 horas.
Considerando que o período de início da germinação é de suma importância para os trabalhos de melhoramento genético de frutíferas, objetivou-se determinar o tempo inicial de emissão do tubo polínico de grãos de pólen de nespereira (Eriobotrya japonica Lindl., cv Mizauto) e ameixeira (Prunus doméstica L cv. C Lion) e pessegueiro (Prunus pérsica) e de citros (Citrus sinensis, cv. Valência, Pêra e Natal).


Keywords


Citrus sinensis, Palinologia, Cultura de tecidos, Melhoramento genético.



DOI: https://doi.org/10.14295/oh.v13i0.1693

ISSN: 2447-536X

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