Controle de polifenóis em folhas jovens de Mangueira (Mangifera indica L.) cultivadas in vitro

Lorenna Alves Mattos, Fernanda Vidigal Duarte Souza

Abstract


Os programas de melhoramento genético de mangueira buscam principalmente a  diversificação de cultivares comerciais,  visando cultivares que sejam tolerantes ou resistentes às principais doenças e possuam características superiores à ‘Tommy Atkins’, cultivar largamente cultivada e que ocupa o mercado. A biotecnologia possui ferramentas que podem ser de grande auxílio no melhoramento genético da mangueira. No entanto, a cultura de tecidos de espécies lehosas, passa inicialmente pela dificuldade de desinfestação e controle de polifenóis dos materiais de partida a serem usados como explante. Dentre os antioxidantes usados, a cisteína tem apresentado resultados positivos no cultivo In vitro de embriões de manga. Em vista disso, o objetivo desse trabalho foi avaliar a resposta do cultivo de folhas jovens, no que se refere ao controle de polifenóis em dois meios de cultura relatados para o cultivo de tecidos de mangueiras, incluindo-se a cisteína como agente anti oxidante. O trabalho foi desenvolvido no laboratório de Biotecnologia Vegetal na Embrapa Mandioca e Fruticultura Tropical e como material vegetal foram utilizadas folhas jovens e recém expandidas da variedade poliembriônica Carlota, mais precisamente, o limbo foliar e a nervura, retiradas de plantas provenientes do telado de produção de mudas. Foram utilizados dois meios de cultivo a seguir: M1 - macronutrientes do estoque meio Gambord (B5), micronutrientes e vitaminas do MS; M2 – WPM. Ambos foram complementados com 1 mg . L-1 de 2,4 D, 400 mg . L-1 de glutamina  , 100 mg . L-1 de cisteína, 60 g/L  de sacarose e 2,2 g/L de fitagel, sendo o pH ajustado para 5,8. Os explantes foram incubados em ausência de luz a uma temperatura de 27 ± 2º C. Foram realizadas avaliações às 24, 48 e 72 horas, assim como aos 10 e 20 dias após a inoculação dos explantes. Verificou-se diferentes respostas em relação às partes do explante: limbo e nervura. Nas avaliações realizadas nas 72 horas após o cultivo, o limbo foliar cultivado no meio M2 apresentou menor oxidação, quando comparado com o que foi cultivado com o M1. Por outro lado, as nervuras, se mantiveram sem oxidação nesse último meio (M1), sem mostrar, no entanto, nenhum tipo de desenvolvimento. Nas avaliações aos 10 e 20 dias a oxidação chegou a aproximadamente 100% no limbo foliar em ambos os meios.

Keywords


melhoramento genético, cultura de tecidos, oxidação de explante



DOI: https://doi.org/10.14295/oh.v13i0.1680

ISSN: 2447-536X

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