Estabelecimento in vitro e indução de calos em lichia (Litchi chinensis Sonn).

Ricardo Monteiro Corrêa, José Eduardo Brasil Pereira Pinto, Érika Soares Reis, Wagner Campos Otoni, Carolina Mariane Moreira

Abstract


A lichia é uma frutífera originária da China, sendo considerada em todo o mundo como a “Rainha das frutas” por sua aparência e sabor delicado, semelhante ao da uva “Itália” e com aspecto similar a um morango.
No Brasil, as regiões de expressiva produção são os estados de São Paulo e Paraná. A comercialização desta fruta no Brasil ainda é pequena, concentrando-se em algumas cidades de maior porte como São Paulo e Rio de Janeiro. O preço da fruta in natura oscila entre R$ 5,00 e R$ 15,00/kg dependendo da região. 
As pesquisas em torno da lichieira têm sido intensificadas nos últimos anos. No entanto, no Brasil, apesar da potencialidade de exploração comercial da cultura, os poucos estudos realizados centralizam-se nos frutos e não na planta como um todo.
A propagação da lichieira pode ser realizada tanto de forma sexuada quanto assexuada. Por via sexual, a propagação de lichia apresenta alguns entraves como perda rápida de viabilidade, ocorrência de segregação varietal e presença de longo período juvenil (10 anos ou mais para começar a produzir frutos). Assexualmente, ela é propagada via alporquia, enxertia ou estaquia, sendo a alporquia o método mais comum. A alporquia apresenta consideráveis obstáculos à expansão da cultura no Brasil, pois além dela ser considerado um procedimento caro, esse método de propagação possui baixo rendimento e produz pequeno número de mudas por planta matriz. Além disso, a alporquia proporciona graves danos à planta matriz, devido à quantia de anelamentos efetuados (Raharjo e Litz, 2005).
O Brasil tem elevado potencial para se tornar grande produtor desta fruta, podendo gerar excedentes para exportação, visto que o país possui clima propício para expansão desta cultura, que se adapta bem ao clima subtropical.
A cultura de tecidos vegetais é uma técnica que permite otimizar o processo produtivo de muitas espécies vegetais, fazendo com que espécies de difícil propagação sejam multiplicadas in vitro. Plântulas germinadas in vitro a partir de sementes são excelentes fontes de explantes para diversos processos in vitro devido à sanidade e vigor das plântulas obtidas. 
Assim, alternativas de propagação assexual por cultura de tecidos para a lichieira podem ser úteis para sanar estes entraves de propagação desta espécie otimizando o processo produtivo. Todavia, são restritos os trabalhos na literatura visando à propagação via cultura de tecidos desta espécie. Raharjo e Litz (2005) mostraram que é possível regenerar plantas de lichia cv. ‘Brewster’ por meio da embriogênese somática a partir de embriões imaturos, sendo o primeiro relato de embriogênese somática em lichia. 
O objetivo deste trabalho foi estudar a germinação de sementes de lichia in vitro em função de agentes de desinfestação e avaliar o potencial de explantes foliares juvenis na indução de calos.

Keywords


Litchi chinensis Sonn., germinação in vitro, indução de calos.



DOI: https://doi.org/10.14295/oh.v13i0.1678

ISSN: 2447-536X

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