Estabelecimento in vitro e calogênese de Rosa x hybrida cv. Vegas.

Yohana de Oliveira Ugarelli Lima, Regina Caetano Quisen, Marguerite Quoirin, Francine Lorena Cuquel

Abstract


A rosa é a flor de corte mais comercializada no mercado nacional de plantas ornamentais, com tendência de aumento da área plantada devido a  crescente  produção  voltada  para a exportação. As mudas utilizadas pelos produtores são propagadas principalmente por estaquia e enxertia. Estes métodos demandam grande mão de obra além da possibilidade de estarem contaminadas por doenças. A cultura de tecidos permite obter um grande número de mudas sadias num curto espaço de tempo, numa área pequena e com reduzida mão de obra, além de permitir avanços no campo da engenharia genética. Este trabalho teve por objetivo avaliar uma metodologia de assepsia de explantes foliares para o estabelecimento in vitro da cultura e, testar diferentes reguladores de crescimento para indução da calogênese, visando a organogênese indireta. Para tanto, folhas jovens de estacas mantidas em sala de crescimento foram tratadas em etanol 70% (v/v) com Tween 20® (3 gotas/100 mL) por 1 minuto, e em hipoclorito de sódio 1% (v/v) por 5 minutos, seguidas por 5 lavagens em água deionizada estéril e inoculadas em meio MS/2. Após 7 dias os segmentos foliares desinfestados foram inoculados em meio MS com diferentes combinações de reguladores vegetais, nos seguintes tratamentos:  T1 - MS + ANA 0,5 mg.L1 + BAP 0,2 mg.L-1; T2 - MS + ANA 0,5 mg.L-1 + BAP 0,5 mg.L-1; T3 - MS + ANA 0,5 mg.L-1 + TDZ 0,2 mg.L-1 e T4 - MS + ANA 0,5 mg.L-1 + TDZ 0,5 mg.L-1, sendo após 14 dias avaliadas as porcentagens de contaminação, formação de calo e oxidação. O delineamento experimental utilizado foi o inteiramente casualizado, com 12 repetições por tratamento. A assepsia permitiu uma desinfestação em 95% dos explantes, entretanto houve perda por oxidação em 40% do material vegetal. A maior porcentagem de calos (83,3%) foi obtida no tratamento 4, não sendo observada contaminação em nenhum dos tratamentos na fase de calogênese.



DOI: https://doi.org/10.14295/oh.v13i0.1662

ISSN: 2447-536X

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