Aclimatização de mudas micropropagadas de sisal (Agave sisalana Per.) em diferentes substratos.

Ana Paula de Souza Rios, Camila dos Santos Lyra, Fernando dos Santos Carneiro, Sandra Regina de Oliveira Domingos Queiroz, José Raniere Ferreira de Santana

Abstract


O sisal (A. sisalana Perrine) é uma espécie provavelmente nativa da península de Yucatan, no México, onde é designada pelo nome de Maia de “Yaxci”, porém tanto a fibra como a planta é conhecida mundialmente pelo nome de sisal (MEDINA, 1954). 
O sisal dá origem à principal fibra dura produzida no mundo, contribuindo com mais da metade da produção comercial de todas as fibras desse tipo. Sua exploração, no Brasil, concentra-se, no Nordeste, geralmente em áreas onde as condições de clima e solo são pouco favoráveis ou de escassas alternativas para a exploração de outras culturas que ofereçam resultados econômicos satisfatórios.
A micropropagação é uma das técnicas da cultura de tecidos que apresenta melhor alternativa para produção de mudas, principalmente, de interesse econômico por permitir uma excelente qualidade das mesmas, produzir mudas livres de patógenos, além de desenvolver uma alta quantidade de mudas desejáveis em pequeno tempo e espaço, e independente da estação climática.
Uma das barreiras para a aplicação dos métodos de cultura de tecidos é a dificuldade de transferir com sucesso as mudas da condição in vitro para a ex vitro, pois segundo Silva et al. (2003), diversos fatores como genótipo, estresse hídrico, alteração do metabolismo heterotrófico para autotrófico, infecção por patógeno, estresse pela luz, além das mudanças de temperatura, interferem no sucesso da aclimatização. A aclimatização é a passagem de plantas desenvolvidas in vitro para o ambiente ex vitro casa de vegetação e finalmente para o campo.
A aclimatização pode chegar a ser um fator limitante no processo da micropropagação (Gratapaglia & Machado, 1998). 
Muitas espécies desenvolvidas in vitro requerem um processo adequado de transferência para o ambiente de casa de vegetação para assegurar que um grande número de plantas sobreviverá e crescerá vigorosamente (Fidelis et al, 2000) e para Deberg (1991) deve-se proporcionar alta umidade relativa do ar, baixa irradiação e temperatura amena para oferecer às plantas uma resposta eficiente no processo da aclimatização.
Segundo Pierik et al (1990), as raízes produzidas in vitro são fracas e pouco funcionais, razão pela qual devem ser substituídas o mais rapidamente possível, o que só ocorrerá mantendo a planta com baixa transpiração. Por outro lado, George (1996) observou que raízes formadas in vitro não se desenvolvem adequadamente para muitas espécies micropropagadas.
Como o sisal é uma espécie de grande importância econômica para o país, existe a necessidade de se otimizar o processo desde o cultivo in vitro até o processo de aclimatização. Estes processos irão permitir a vantagem também de mudas uniformes, o que é muito interessante no replantio das mesmas, pois o que ocorre nos campos pelos pequenos produtores é a utilização de rebentões de diferentes idades para o replantio e isso vem acarretando numa pequena produção de fibras por campo, mediante a desuniformidade das mudas utilizadas. 
O presente trabalho tem o objetivo de determinar o melhor substrato para o processo de aclimatização de mudas micropropagadas de Agave sisalana Per..

Keywords


Agave sisalana Per., sobrevivência, aclimatização.



DOI: https://doi.org/10.14295/oh.v13i0.1661

ISSN: 2447-536X

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