Meios de cultura, cinetina e GA3 na multiplicação in vitro de amoreira-preta cv. Cherokee.

Joyce Dória Rodrigues Soares, Fabíola Villa, Moacir Pasqual, Filipe Almendagna Rodrigues, Franscinely Aparecida Assis, Ximena Maira de Souza Vilela, Aline das Graças Souza

Abstract


A propagação da amoreira-preta dá-se principalmente por meio de estacas de raiz, rebentos e hastes novas. Embora alguns métodos tradicionais sejam comumente usados, a técnica de cultura de tecidos juntamente com o uso de reguladores de crescimento e meios adequados podem eventualmente tornar-se um método preferido de propagação (Caldas et al., 1998).
O crescimento e o desenvolvimento das plantas são controlados por substâncias orgânicas naturais denominadas fitormônios, os quais são sintetizados em pequenas concentrações e em determinadas regiões das plantas (Taiz & Zeiger, 1991). Esses também são produzidos artificialmente, sendo denominados reguladores de crescimento, dentre os quais podemos citar as citocininas e as giberelinas. O tipo de citocinina e sua concentração são os principais fatores que influenciam o sucesso da multiplicação in vitro. 
Experimentos testando diversas combinações de citocinina com outros reguladores de crescimento são muito comuns para o ajustamento dos meios de cultura. Apesar da utilização de citocinina ser essencial à multiplicação da parte aérea, o seu excesso é tóxico e caracteriza-se, principalmente, por excessivo número de brotos, redução no tamanho das folhas, encurtamento dos entrenós, engrossamento exagerado dos caules e vitrificação (aspecto vitrificado das folhas) (Leshen et al., 1998). O BAP tem sido muito eficiente na multiplicação de partes aéreas e indução de gemas adventícias em diversas espécies (Hu & Wang, 1983) e é a citocinina mais utilizada, entretanto, a cinetina tem apresentado resultados satisfatórios.
As giberelinas têm como um dos principais efeitos em cultura de tecidos o alongamento das brotações durante a multiplicação, ou antes, do enraizamento. Porém, quando aplicado em concentrações relativamente elevadas, o ácido giberélico impede a formação de raiz, especialmente se as auxinas forem aplicadas simultaneamente. De acordo com George (1996), o efeito do GA3 na proliferação de brotações varia conforme a espécie empregada e a interação existente com outros reguladores de crescimento.
Os meios nutritivos utilizados na micropropagação fornecem as substâncias essenciais para o crescimento dos tecidos e controlam, em grande parte, o padrão de desenvolvimento in vitro (Caldas et al., 1998). Embora o meio MS (Murashige e Skoog, 1962) tenha favorecido o crescimento e desenvolvimento de várias espécies, a utilização de composições mais diluídas, como os meios Knudson (1946), White (1963) e B5 (Gamborg et al., 1968) têm fornecido melhores resultados (Brum, 2001).
O presente trabalho teve como objetivo determinar a melhor concentração de cinetina, GA3 e tipo de meio para a multiplicação in vitro de plantas de amoreira-preta.

Keywords


Rubus spp. ; reguladores de crescimento, MS, Knudson, White.



DOI: https://doi.org/10.14295/oh.v13i0.1642

ISSN: 2447-536X

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