Germinação e desenvolvimento inicial in vitro de Acanthostachys strobilacea (Bromeliaceae) em diferentes concentrações de sacarose na presença e ausência de luz.

Fernanda Gonçalves Duval, Daniel Barros Fagundes, Carlos Alexandre Gomes Ribeiro, Gleicy Pereira, Lucas Rocha Gomes, Luciano de Souza Vespoli, Rodrigo Nascimento Fagundes

Abstract


Bromélias são plantas monocotiledôneas de hábitos terrestres, rupícolas, saxícolas ou epífitas, pertencentes à família Bromeliaceae. As bromélias têm recebido atenção de um número cada vez maior de pesquisadores e colecionadores. A importância econômica das bromélias está na sua crescente utilização em projetos paisagísticos, por causa da beleza de suas flores, resistência e praticidade no manuseio, além de formar um micro habitat para diversos tipos de organismos. O presente trabalho teve como objetivo avaliar a germinação e desenvolvimento inicial in vitro da espécie Acanthostachys strobilacea da subfamília Bromelioideae em diferentes concentrações de sacarose na presença e ausência de luz. O experimento foi desenvolvido no Laboratório de Biotecnologia do Instituto de Biociências (InBio) da Universidade Presidente Antônio Carlos (UNIPAC), Barbacena - MG. As sementes foram lavadas com detergente comercial em água corrente e desinfestadas em álcool 70% por 1 minuto, em seguida, no hipoclorito de sódio 1% por 20 minutos. Foi inoculada uma semente por frasco em meio MS (Murashige & Skoog, 1962) acrescido de 2 g/L de carvão ativado, 6 g/L de ágar e sacarose nas concentrações de 0; 2; 3 e 6% com pH ajustado para 5,8. O experimento foi conduzido em sala de crescimento com temperatura 25 ± 1ºC e fotoperíodo de 16 horas de luz, com a intensidade luminosa de 2500 Lux. Utilizou-se o delineamento estatístico inteiramente casualizado e o teste de Scott-Knott a nível significância de 5% para a comparação das médias. Foram 8 tratamentos, sendo 4 na presença de luz e 4 na ausência de luz com 6 repetições em cada. A avaliação do experimento foi procedida 30 dias após a inoculação das sementes, analisando os parâmetros: taxa de germinação; massa fresca; número de raízes e de folhas; comprimento da plântula (parte aérea + raiz), parte aérea e raiz. Em seis dias, a germinação (emissão da radícula) ocorreu em todos os frascos nos tratamentos com 0% de sacarose. Oito dias após a inoculação 100% das sementes germinaram, tanto no claro quanto no escuro. Considerando a presença e ausência de luz nos tratamentos, os parâmetros: número de raízes, comprimento de raiz, de parte aérea e das plântulas não houve diferença significativa. Maior número de folhas e massa fresca foram obtidos na presença de luz. Nos tratamentos com variações de sacarose, a concentração de 6% foi prejudicial para o desenvolvimento inicial, obtendo resultados inferiores nos parâmetros: massa fresca; comprimento da plântula, da raiz e da parte aérea, para os demais parâmetros não houve diferença significativa entre os tratamentos. Concluiu-se que a sacarose não foi essencial para a germinação de sementes de A. strobilacea e a presença de luz mostrou os melhores resultados para a formação das plântulas.


Keywords


Acanthostachys strobilacea; germinação in vitro; sacarose.



DOI: https://doi.org/10.14295/oh.v13i0.1631

ISSN: 2447-536X

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