Efeito do AIB e BAP na organogênese in vitro de moringa (Moringa oleifera L.)

Ana da Silva Lédo, Caroline Araújo Machado, Karla Cristina Santos Freire, Lucas Fonseca Menezes Oliveira, Sarah Brandão Santa Cruz Barboza

Abstract


Dentre as espécies do gênero Moringa, destaca-se a Moringa oleifera, devido às mais diversas utilizações. Trata-se de uma planta perene, amplamente distribuída nos países da Ásia e da África. Esta espécie pode, ainda, ser encontrada nas Américas Central, do Norte e do Sul. No Brasil foi introduzida na década de 50 e é encontrada na região Nordeste, principalmente nos Estados do Maranhão, Piauí e Ceará. É cultivada devido ao seu valor alimentar; forrageiro; medicinal; condimentar, culinário e na indústria de cosméticos, melífero; combustível e no tratamento de água para o consumo humano. A obtenção de métodos de propagação mais eficientes visando à multiplicação de genótipos promissores de moringa torna-se necessária. Neste contexto a multiplicação in vitro é uma alternativa para a rápida produção de mudas em curto espaço de tempo e com alta qualidade fitossanitária. O objetivo do presente trabalho foi avaliar o efeito do ácido indolbutírico (AIB) e benzilaminopurina (BAP) na indução de organogênese em segmentos nodais de moringa. Os explantes foram excisados de plântulas assépticas obtidas a partir da germinação in vitro de sementes de moringa. Os segmentos nodais foram inoculados meio de cultura MS, com 3% de sacarose, 0,6% de agar suplementados com diferentes combinações de AIB e BAP: T1- 0,05 mg L-1 AIB e 0,05 mg L-1 BAP; T2- 0,05 mg L-1 AIB e 0,1 mg L-1 BAP; T3- 0,1 mg L-1 AIB e 0,05 mg L-1 BAP e T4- 0,1 mg L-1 AIB e 0,1 mg L-1 BAP. O delineamento foi inteiramente casualizado com quatro tratamentos e nove repetições. Cada parcela foi constituída de um frasco contendo dois segmentos nodais. Foram avaliados aos 30 dias a percentagem de explantes com calos e o número de brotações adventícias/explante. Não houve efeito significativo dos tratamentos para os caracteres avaliados. Nos tratamentos T1, T2, T3 e T4 foram observados 100; 88,9; 77,7 e 66,7% de explantes com calo e 1,67; 1,55; 1,77 e 1,55 brotações adventícias/explante, respectivamente. No tratamento T1 foi observada a indução de raiz em 22,22% dos explantes. Estudos adicionais serão conduzidos para determinação do intervalo de subcultivos, rendimento e avaliação do vigor das culturas.


Keywords


Moringa oleifera L.; Moringaceae; cultivo in vitro; organogênese.



DOI: https://doi.org/10.14295/oh.v13i0.1616

ISSN: 2447-536X

 Creative Commons License

This work is licensed under a Creative Commons Attribution 4.0 International License.

SBFPO - Sociedade Brasileira de Floricultura e Plantas Ornamentais | Cadastre-se na revista | Página Oficial SEER | Ajuda do sistema