Anatomia foliar comparada de seis espécies de anonáceas cultivadas in vitro e em casa de vegetação.

Lenaldo Muniz de Oliveira, José Raniere Ferreira de Santana, Flávia Dionísio Pereira, Rodrigo Kelson Silva Resende, Renato Paiva, Evaristo Mauro de Castro

Abstract


A família Annonaceae é composta por 132 gêneros e cerca de 2.300 espécies, sendo a maioria encontrada ainda em estado silvestre. Nessa família muitas espécies são bastante promissoras, com grande potencial frutífero e medicinal. Contudo, a inserção dessas espécies em cultivos comerciais ou até mesmo sua utilização na recomposição de áreas degradadas tem sido limitada pela dificuldade de obtenção de mudas sadias e em grandes quantidades, devido à presença de dormência embrionária ou tegumentar de suas sementes e também pela dificuldade para propagação por via vegetativa, em virtude da falta de porta-enxertos compatíveis e do acúmulo de diversos tipos de vírus. 
Nesse contexto, a propagação clonal, via cultivo in vitro, representa uma alternativa viável para multiplicação de anonáceas (Lemos e Blake, 1996; Nagori & Purohit, 2004), possibilitando a produção de grande número de plantas, com grande uniformidade e em curto espaço de tempo. Entretanto, a alta mortalidade de plantas durante a transição do ambiente in vitro para o ex vitro, em conseqüência de desordens anatômicas, morfológicas e fisiológicas no nível de células, tecidos e órgãos tem criado obstáculos para o uso dessa técnica na propagação de anonáceas (Rasai et al., 1995). 
Essas desordens são conseqüências da alta umidade relativa dentro dos recipientes de cultivo, do baixo nível de irradiância nas salas de crescimento e altos níveis de reguladores de crescimento e sacarose no meio de cultivo (Majada et al., 2000). Diversas alterações na estrutura da folha de plantas mantidas in vitro têm sido reportadas, como o aumento no tamanho e densidade estomática (Hazarika, 2006), reduzido controle estomático (Khan et al., 2003), redução na quantidade de cera epicuticular (Pospíšilová et al., 1999) e reduzida espessura e diferenciação do mesofilo das folhas, com alta proporção de espaços intercelulares (Hazarika, 2006). Contudo, a intensidade dessas alterações é bastante variável em função da plasticidade adaptativa de cada espécie e sua quantificação é essencial para otimização das condições de cultivo para cada tipo de planta. 
Assim, o objetivo desse trabalho foi quantificar as alterações nos estômatos e tecidos foliares de seis espécies de anonáceas, comparando-se plantas cultivadas in vitro e em casa de vegetação.

Keywords


Annonaceae, in vitro, desordens anatômicas, estômatos.



DOI: https://doi.org/10.14295/oh.v13i0.1602

ISSN: 2447-536X

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