Avaliação de métodos de assepsia e tipos de explantes para estabelecimento in vitro de pinhão manso (Jatropha curcas L.).

Sarah Brandão Santa Cruz Barboza, Joice Alves de Sousa, Márdina Cristiane dos Santos Santana, Ana da Silva Lédo, Ivênio Rubens de Oliveira

Abstract


O pinhão manso (Jatropha curcas L.), planta da família Euphorbiaceae, de cujas sementes é extraído um óleo inodoro, apresenta excelentes perspectivas para a produção do biodiesel. Na medicina popular utiliza-se o látex como cicatrizante, hemostático e como purgante. As raízes são consideradas diuréticas e antileucêmicas e as folhas são utilizadas para combater doenças de pele, além de possuírem propriedades anti-reumáticas e anti-sifilíticas. O tipo de explante e o método de assepsia para eliminação dos patógenos localizados externamente aos explantes são de fundamental importância para o estabelecimento da cultura in vitro. Com este objetivo foram avaliados em delineamento inteiramente casualizado, em parcelas subdivididas, dois tratamentos para assepsia - parcelas maiores (hipoclorito de sódio (NaOCl) 1% e 2,5% por 15 minutos, após imersão em álcool 70% (v/v) por um minuto, seguida de três lavagens em água estéril) e quatro tipos de explantes – parcelas menores (segmentos nodais, apicais, internodais e base foliar), com cinco repetições e quatro explantes por repetição. Os explantes obtidos de plantas coletadas no campo, após assepsia, foram inoculados em tubos de ensaio contendo 10 mL de meio MS gelificado com agar (6 g.L-1), sem fitorregulador, estéril e pH 5,8. As culturas foram mantidas em sala de crescimento com temperatura de 25°C ± 2 e fotoperíodo de 16 horas. Aos 15 e 45 dias após inoculação as concentrações de NaOCl utilizadas para limpeza dos explantes não influenciaram significativamente nas percentagens de oxidação de segmentos apicais, nodais e internodais; no mesmo período, os segmentos da base da folha apresentavam-se totalmente oxidados. Nenhum dos métodos utilizados foi eficiente para eliminar os contaminantes externos dos explantes segmentos da base foliar e segmentos internodais que apresentavam-se, respectivamente, 80 e 100% contaminados. Utilizando NaOCl a 1% a percentagem de segmentos nodais contaminados foi de 42,5% não diferindo significativamente do percentual observado quando se utilizou NaOCl a 2,5% (41,6%). Para limpeza de segmentos apicais, hipoclorito de sódio 2,5% foi mais efetivo obtendo-se aos 45 dias de cultivo 70% dos explantes livres de contaminantes. Quando se utilizou NaOCl 1% apenas 40% dos explantes não apresentavam contaminação. Trabalhos visando o desenvolvimento e ajuste de um protocolo para estabelecimento in vitro de pinhão manso estão sendo conduzidos.


Keywords


Jatropha curcas; micropropagação; cultivo in vitro; propágulos.



DOI: https://doi.org/10.14295/oh.v13i0.1592

ISSN: 2447-536X

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