Modificações na anatomia foliar de plantas de bananeira, induzidas durante o processo de micropropagação.

Adriene Matos dos Santos, Frederico Henrique da Silva Costa, Evaristo Mauro de Castro, Moacir Pasqual, Jonny Everson Scherwinski Pereira, Luzia Yuriko Miyata

Abstract


A bananeira (Musa spp.) é uma planta de grande expressão econômica e social tanto no Brasil como no mundo, com elevado índice de consumo per capita e produção entre as espécies frutíferas tropicais. No entanto, a maioria das cultivares de bananas e plátanos amplamente cultivadas se caracterizam por serem parcialmente ou completamente estéreis e produzirem reduzida quantidade de mudas por meio de métodos convencionais de propagação, os quais podem ainda ocasionar a disseminação de pragas e doenças economicamente importantes. Diante desse contexto, a técnica de micropropagação representa uma promissora alternativa para a obtenção clonal massal de mudas com certificação genética e fitossanitária.
Segundo Silva et al. (2005), uma das dificuldades de sucesso da propagação vegetativa utilizando a micropropagação é a transferência das plantas de um local com condições controladas para casas de vegetação ou outras áreas. Isso porque as plantas produzidas in vitro possuem diferenças anatômica, morfológica e fisiológica daquelas crescidas em casa de vegetação e em campo (Calvete et al., 2002). As folhas das plantas micropropagadas são geralmente finas, tenras e fotossinteticamente pouco ativas; por isto, mal adaptadas às condições que irão encontrar na aclimatização.
Todavia, as plantas possuem plasticidade adaptativa e quando expostas a condições do ambiente ex vitro alteram suas estruturas corrigindo as anormalidades que ocorrem in vitro, sendo que o aumento na espessura da folha e a ocorrência de células paliçádicas mais alongadas e contendo mais de uma camada constitui padrões clássicos de resposta e de adaptação das plantas a alta intensidade de luz (Lee et al., 2000). Desse modo, estudos acerca das alterações anatômicas de plantas micropropagadas pode facilitar a manipulação das mesmas durante a aclimatização e possibilitar a otimização desta fase, garantindo assim elevadas taxas de sobrevivência e melhorias nas mudas obtidas.
Objetivou-se estudar as modificações anatômicas em diferentes folhas de plantas micropropagadas de bananeira.


Keywords


Musa spp.; alterações anatômicas; aclimatização.



DOI: https://doi.org/10.14295/oh.v13i0.1591

ISSN: 2447-536X

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