Resposta da cv. Caipira (Musa spp., grupo AAA) a diferentes doses de BAP nas fases de estabelecimento e multiplicação da micropropagação.

Lucila Karla Felix Lima de Brito, Marlucia Elias de Farias, Maria de Fátima Batista Dutra, Edilma da Costa Pereira, Cristiane Elizabeth Costa de Macedo, José Flamarion de Oliveira

Abstract


Os benefícios da micropropagação para a agricultura são amplamente conhecidos: elevadas produtividade, homogeneidade e fitossanidade das mudas, em curtos períodos de produção (Torres et al, 1998). Assim, essa técnica também apresenta um papel de destaque na bananicultura.
No Brasil, a cv. Maçã é de grande aceitação. No entanto, essa cultivar é suscetível ao mal-do-panamá e ao mal-da-sigatoka (amarela e negra). Os danos causados por essas doenças levam a redução na produtividade do bananal e, com isso, a prejuízos financeiros para o produtor (Borges et al, 2004).
Nos últimos anos, têm sido desenvolvidas cultivares resistentes a esses males. É na introdução rápida destas no cultivo comercial que a micropropagação têm se destacado como uma alternativa promissora. Isso porque, essa técnica permite a disseminação acelerada das cultivares elite e, com isso, pode contribuir para manutenção da rentabilidade do cultivo de banana (Braga et al, 2001).
Dentre os diversos genótipos elite atuais, têm-se a cv. Caipira. Esta é resistente ao mal-do-panamá e ao mal da sigatoka amarela e negra. Ainda, a cv. Caipira apresenta características de campo e fruto semelhantes a cv. Maçã (Borges et al, 2004).
A citocinina 6-benzilaminopurina (BAP) é amplamente empregada na micropropagação de bananeira. A dose administrada pode variar entre 1 a 15mg.L-1 BAP (Borges et al, 2006).
Braga et al (2001), trabalhando com a cv. Caipira (AAA), utilizaram o fitorregulador BAP, na dose de 5 mg.L-1, no estabelecimento e na multiplicação. Foi concluído que essa dose não estimulou uma proliferação de brotos eficiente. Foi sugerido que, ao longo das subculturas, a diminuição ou alternância do uso do fitorregulador poderia levar a resultados mais positivos.
Diante do exposto, este trabalho visou avaliar a resposta da cv. Caipira a diferentes doses de BAP, durante as fases de estabelecimento e aos primeiro e segundo subcultivos da fase de multiplicação.


Keywords


Musa spp.; cv. Caipira; citocinina; multiplicação in vitro.



DOI: https://doi.org/10.14295/oh.v13i0.1563

ISSN: 2447-536X

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