Efeitos de fontes de Silício e diferentes meios de cultura na propagação in vitro de orquídeas

Joyce Dória Rodrigues, Filipe Almendagna Rodrigues, Fabíola Villa, Moacir Pasqual, Jean Carlos de Souza Santos, Andrieli Leão Pereira da Silva

Abstract


As orquídeas são conhecidas não só pela sua importância ornamental, mas também industrial. Ocorrem em quase todas as regiões da Terra, com exceção dos pólos e desertos, sendo mais freqüentes e exuberantes nos trópicos (Silva, 2003). Entre estes se localiza o Brasil, portador de um invejável banco de germoplasma, tornando-se também responsável pela sua preservação. O elevado número de espécies e híbridos tropicais possibilita variadas formas, cores e flores, exploradas comercialmente em todo mundo. Podem ser propagadas tanto por meio de sementes como vegetativamente, sendo que nesta última utiliza-se a cultura de tecidos onde se obtém uma grande quantidade de mudas em um curto espaço de tempo. Esta técnica tem sido utilizada, entre outras, para estudos de micropropagação e nutrição mineral (Arditti & Ernst, 1993). Os meios nutritivos utilizados para a cultura de tecidos de plantas fornecem substâncias essenciais para o crescimento e controlam, em grande parte, o padrão de desenvolvimento in vitro (Caldas et al., 1998). No entanto, as exigências nutricionais para o crescimento ótimo de um tecido in vitro podem variar com a espécie e, mesmo na própria planta, explantes de diferentes partes podem requerer meios distintos para o crescimento satisfatório (Pasqual, 2001). O silício (Si) é absorvido pelas plantas em grandes quantidades. Em muitas espécies os teores encontrados nos tecidos superam os de nitrogênio e potássio, nutrientes majoritários para as plantas, considerado um componente essencial, atualmente incluído como micronutriente. Depois do O2, é o elemento mais abundante da crosta terrestre, sendo o maior componente de minerais do grupo dos silicatos. Ocorre em altos teores em solos
minerais, principalmente na forma de silicatos (Malavolta et al., 1997). A sílica solúvel tem sido pouco estudada, principalmente pelo fato do silício não ser
elemento essencial às plantas. Entretanto inúmeros trabalhos em campo têm demonstrado o efeito benéfico da sua utilização em diversas culturas. A ação benéfica do silício tem sido associada a diversos efeitos indiretos como aumento da eficiência da capacidade fotossintética, redução da transpiração e aumento da resistência mecânica das células. A falta de informações sobre o uso de Si em orquídeas (in vitro/ex vitro) justificou o presente trabalho, que objetivou avaliar diferentes fontes de Si sobre características de crescimento e multiplicação in vitro.


Keywords


silicato de sódio, meios de cultura, Cattleya loddgesii



DOI: https://doi.org/10.14295/oh.v13i0.1517

ISSN: 2447-536X

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